XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

TREINO DE PISADA TIPICA PARA UMA CRIANCA COM AUTISMO COM PISADA EQUINA: DADOS PRELIMINARES

Resumo

Andar nas pontas dos pés, ou pisada equina, é um tipo de comportamento físico estereotipado que pessoas com o transtorno do espectro do autismo (TEA) podem apresentar. Tratamentos mais comuns envolvem procedimentos cirurgicos e os efeitos são questionáveis especialmente quando os individuos apresentam pisada típica alternada com eventuais ocasições de pisada nas ponta dos pés. Entendamos pisada típica aquela em o calcanhar toca a superfície antes da ponta dos pés. Treino de alongamento da cadeia muscular posterior também são mais uteis quando o individuo realmente apresenta encurtamento muscular e não apresenta a pisada típica exclusivamente por esse fator. Para testar um procedimento menos invasivos para uma criança que alternava pisadas típicas com pisadas na ponta dos pés, propusemos um delineamento experimental de sujeito único (ABA) composto por exercícios de equilibrio que pudesse avaliar seus efeitos sobre o aumento na quantidade de pisadas típicas. Participou uma criança com autismo com 8 anos. Cada sessão era composta por três momentos: o primeiro e o terceiro por contagens de pisadas típicas e na ponta dos pés realizada através de exposição do participante em esteira elétrica em velocidade aproximada de 4 km/h e; na segunda parte da aula havia um treino de exercícios físicos e brincadeiras. Em sessões de linha de base (condições A) o treino era composto por brincadeiras sentadas e; em sessões de intervenção (condição B) havia a exposição a um conjunto exercícios de equilíbrio estático, dinâmico e recuperado sobre superfície instável. Resultados preliminares mostraram que nas 4 sessões de LB houve em média 1986 pisadas nas pontas dos pés e duas típicas. Na primeira sessão de intervenção houve 228 pisadas típicas em detrimento das na ponta dos pés. A pesquisa foi interrompida em seguida porque a esteira se rasgou. Os dados não são conclusivos, mas apresentam efeitos promissores para tratamento de pisada equina, requerendo sua replicação e ampla investigação.

Palavras Chave

Pisada equina; treino de equilibrio; analise do comportamento; autismo; educação física especial

Minicurrículo do proponente

Doutorado e mestrado em educação especial pela UFSCar/SP;
Especialista em Análise do comportamento aplicada ao autismo (UFSCar/SP) e em Ciência do exercício físico na promoção da saúde (UNIFRAN)
Analista do comportamento - acreditado ABPMC
Sócio Pleno - ACBr
Graduado em educação física (bacharelado e licenciatura)
Diretor do Modelo ExerCiência

População envolvida

Uma criança com autismo com 8 anos de idade.

Perfil do público alvo

Pisada equina (na ponta dos pés), sem restrição física (encurtamento muscular) para realizar a pisada típica, testado fisicamente.

Área

Transtorno do Espectro do Autismo

Autores

PAULO AUGUSTO COSTA CHEREGUINI, LUIZ HENRIQUE MONTEIRO GALVÃO