XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

ACESSO AO TRATAMENTO EFETIVO PARA O TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: A RELEVANCIA DE DIRETRIZES PARA A ESTRUTURAÇAO DE SERVIÇOS DE QUALIDADE E PARA FORMAÇAO DO ANALISTA DE COMPORTAMENTO.

Resumo geral

A Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis - ABA) é considerada o padrão ouro de qualidade para o tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e problemas relacionados. Intervenções com ABA vem ganhando destaque no Brasil nos últimos dez anos em função da alta procura por parte de famílias de pessoas com TEA e da prescrição médica para terapia de base analítico-comportamental. Em 2019, a comissão de desenvolvimento atípico da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC) propôs diretrizes para a formação profissional no qual estabelece as qualificações mínimas necessárias para atuação na área. Este movimento é uma resposta às necessidades da comunidade brasileira e reconhece parâmetros internacionais publicados para informar profissionais, consumidores e financiadores de serviços de intervenção ABA. Visando contribuir para essa discussão, o presente simpósio é composto por três estudos. O primeiro refere-se à análise documental de textos norteadores propostos por associações internacionais tais como o BACB®, QABA® e CASP® que estabelecem diretrizes para a formação e supervisão de profissionais e para a organização de modalidades serviços para o tratamento efetivo do autismo. As duas últimas apresentações partem dos documentos propostos pela ABMPC: sendo uma apresentação que discute aspectos importantes para realizar supervisões de programas de tratamento ABA na modalidade abrangente e outra apresenta parâmetros para o desenvolvimento de supervisões de programas de tratamento ABA focais. Discute-se a relevância de um conjunto de regras para estabelecer critérios de excelência na provisão de serviços e informar famílias, profissionais, agências financiadoras e políticas públicas que viabilizem o acesso ao tratamento eficaz para a população brasileira com TEA, estimada em 2 milhões de pessoas.

Palavras-chave: supervisão, ética, terapia ABA, autismo

Resumo participante 1

REVISÃO DE DIRETRIZES INTERNACIONAIS PARA A ATUAÇÃO ÉTICA E RESPONSÁVEL E PARA A IMPLEMENTAÇÃO DE PROGRAMAS DE QUALIDADE PARA O TRATAMENTO DO AUTISMO.

Mylena Pinto Lima

Com a crescente profissionalização de provedores de serviços em Análise Aplicada do Comportamento tornou-se necessário o estabelecimento de regras básicas para orientar a capacitação profissional de indivíduos e para informar famílias, agências provedoras de serviços, agências financiadoras e políticas públicas que facilitassem o acesso a programas analítico-comportamentais de qualidade no âmbito do tratamento do autismo (Luke, Carr e Wilder, 2018; Johnston, Carr, e Mellichamp, 2017; Carr, e Nosik, 2017; Martin e Shook, 2011; Shook e Favell, 2008). Deste modo organizações como o BACB®, QABA® e CASP® publicaram parâmetros para orientar supervisores clínicos e profissionais no processo obtenção de experiência supervisionada e prática de campo e diretrizes mínimas para a estruturação de serviços em Terapia ABA. Esta apresentação faz uma revisão da documentação vigente e dos parâmetros em vigor publicados por tais organizações. Discute-se as inter-relações entre o uso de procedimentos e protocolos de intervenção baseados nos princípios básicos, ética profissional, emergência de competência profissional e responsabilidade social de agências provedoras de serviços em Terapia ABA.

Resumo participante 2

PARÂMETROS PARA A ESTRUTURAÇÃO DE SUPERVISÕES FOCAIS EM PROGRAMAS DE TRATAMENTO ABA

Alessandra Corne Canosa

A Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC), com o intuito de informar e orientar a comunidade brasileira, tem trabalhado na proposta de caracterizar os serviços abrangidos pela Intervenção Comportamental baseada em ABA para pessoas com desenvolvimento atípico, assim como, as atribuições dos profissionais envolvidos nesses serviços. O presente estudo analisou os documentos propostos pela comissão de desenvolvimento atípico da ABPMC para a caracterização das atribuições do Analista do Comportamento-Supervisor no modelo de intervenção Focal. Para a operacionalização desse serviço considera-se relevante distinguir, inicialmente, as orientações para a supervisão focal contratada pela família e a supervisão focal contratada pelo Analista do Comportamento- supervisor geral. Em ambos os casos considera-se importante estabelecer: os critérios para a definição de profissional ultra especializado; os aspectos contratuais entre o profissional e a família ou o profissional e o supervisor geral; a frequência mínima de supervisões, os parâmetros para supervisões à distância. Critérios adequadamente estabelecidos para a formação e capacitação do Analista do comportamento- Supervisor focal e para a prática do serviço de supervisão podem contribuir para a excelência da intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada.

Resumo participante 3

SUPERVISÃO ABRANGENTE EM CASOS DE INTERVENÇÃO PARA PESSOAS DE DESENVOLVIMENTO ATÍPICO: PERSPECTIVAS ATUAIS.

Christiana Gonçalves Meira de Almeida
Maria Carolina Correa Martone

O presente estudo analisou os documentos propostos pela comissão de desenvolvimento atípico da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental. Foi dado enfoque ao papel do supervisor que atua na modalidade de supervisão abrangente e foram levantados aspectos relacionados à operacionalização do serviço. Os documentos apresentam avanços importantes em relação a informar diretrizes de estruturação da intervenção. Em relação a operacionalização da supervisão, ressalta-se a importância de: a) estabelecer parâmetros contratuais entre a família, profissional assistente e profissional supervisor; b)apresentar quantidade mínima de horas de supervisão; c)avaliar o caso e elaborar proposta de trabalho; d) avaliar as habilidades dos profissionais assistentes e técnicos de implementação; e) estruturar coleta de dados; f) assegurar a integridade do procedimento; g) estabelecer a periodicidade de compartilhamento de resultados entre a equipe e a família. As estruturação de parâmetros claros e bem operacionalizados é essencial para garantir intervenções consistentes e pautadas em práticas devidamente bem consolidadas.

Palavras Chave

supervisão, ética, intervenção ABA, autismo

Minicurrículo do proponente

Dra.Christiana Gonçalves Meira de Almeida (Psicóloga - CRP 06/86297) fez doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com estágio de doutorado pela The University of Kansas, mestrado no programa de pós-graduação em Psicologia
do Desenvolvimento e Aprendizagem, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Também é especialista em psicologia da
saúde (UNESP) e formação em neuropsicologia pelo Instituto de Neurologia da USP. Atua como docente do curso de pós-graduação lato sensu "ABA: Análise Do Comportamento Aplicada Ao Autismo, Atrasos De Desenvolvimento Intelectual e de Linguagem" do Instituto LAHMIEI/ UFSCar. Atende crianças em formato de atendimento domiciliar e em consultório, também realiza supervisão e consultoria em ABA para famílias e treinamento para pais e profissionais.

População envolvida

Desenvolvimento Atípico: Pessoas com Transtorno do Espectro Autista

Perfil do público-alvo

Intermediário e Avançado

Área

Transtorno do Espectro do Autismo

Instituições

UFSCAR - São Paulo - Brasil

Autores

Mylena Pinto Lima, Alessandra Corne Canosa, Christiana Gonçalves Meira Almeida, Maria Carolina Correa Martone