XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

CONCEPCOES ETNICAS PARA CRIANCAS CARIOCAS E CEARENSES NA PERSPECTIVA DA ANALISE DO COMPORTAMENTO

Resumo

O racismo influencia o desenvolvimento e a formação de identidade da criança. As crianças conseguem perceber as diferenças nas características das pessoas, como a cor da pele desde a primeira infância e embora não compreendam as implicações dessas diferenças, aprendem observando o contexto em que vive. O objetivo deste estudo é analisar como crianças negras representam a cor da pele através do desenho da família, considerando a perspectiva teórica da análise do comportamento. Trata-se de um estudo misto, transversal, exploratório e descritivo, no qual participaram da amostra da pesquisa 54 crianças negras, residentes no estado do Rio de Janeiro e 25 crianças negras, residentes no estado do Ceará, entre cinco e 12 anos de idade. As crianças deveriam desenhar uma família e os responsáveis responderam um questionário sociodemográfico. Foi realizada o uso de análise descritiva dos dados obtidos software de análise estatística SPSS. No que se refere à etnia, 31% (n=17) das crianças fluminenses fizeram referência à etnia no desenho. No entanto, 27,5% (n=15) das crianças fizeram referência à etnia branca na representação de uma família no seu desenho. Parte das crianças cearenses fizeram referência à etnia (56%, n=14) no desenho, porém, apenas 14,2% (n=2) crianças fizeram uma referência compatível com a etnia. Para a realização de uma análise sobre essa representação, faz-se necessário compreender que os comportamentos dos participantes são influenciados pelos níveis de seleção filogenética, ontogenética e cultural, sendo selecionados pelas consequências. Esses comportamentos podem ser diretamente influenciados pelas agências de controle e serem reproduzidas por modelos de aprendizados por modelação, regra ou modelagem. O racismo pode ser definido como uma resposta culturalmente condicionada, indicando a cor da pele como um estímulo aversivo na medida em que evoca comportamentos consequenciados pelo acréscimo de estimulação aversiva (punição positiva), como o preconceito.

Palavras chave

Etnia; criança; Ceará; Rio de Janeiro; análise do comportamento.

Minicurrículo do proponente

Doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Especialista em Clínica Analítico-Comportamental pelo Paradigma - Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento (Centro Paradigma-SP). Graduada em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (Unifor). Coordenadora de Pesquisa e Extensão e docente do curso de Psicologia do Centro Universitário Christus (Unichristus). Atualmente coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Análise do Comportamento (GEPAC/Unichristus) e é membro do Laboratório de Pesquisa e Práticas Clínicas (Escuta/Unichristus). Tem experiência na área clínica e educacional, com ênfase no atendimento individual e em grupo, terapia analítico-comportamental e terapias contextuais. Tem interesse pelas seguintes temáticas de estudo: terapias e intervenções comportamentais, terapias contextuais e análise do comportamento.

Perfil do público alvo

Participaram da amostra da pesquisa 54 crianças negras, residentes no estado do Rio de Janeiro e 25 crianças negras residentes no estado do Ceará. Os critérios de inclusão para a participação do estudo foram: a criança deveria ter entre cinco e 12 anos de idade; estar regularmente matriculada no Ensino Fundamental em escola pública ou privada; ter o consentimento livre e esclarecido para a participação da pesquisa e ter o assentimento verbal ou escrito da criança para participar da pesquisa.

População envolvida

Não se aplica.

Área

Cultura

Autores

ADRIANE DE SOUSA COSTA, IGOR AZEVEDO DE SOUSA, JULIANE CALLEGARO BORSA, ILANA CAMURCA LANDIM