XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

O EFEITO DA REDUÇAO DE CUIDADORES QUE ALIMENTAM, SEGUINDO UM PROTOCOLO ESPECIFICO PARA AS REFEIÇOES, SOBRE O TEMPO TOTAL DE INGESTAO DO ALMOÇO EM UM PACIENTE NEUROLOGICO COM RECUSA ALIMENTAR SEVERA.

Resumo

O comportamento de alimentar-se é fundamental para o crescimento, saúde, desenvolvimento social e cognitivo dos seres humanos (Ibañez, 2019). Contudo, algumas crianças podem encontrar problemas para atingir a ingestão calórica necessária. Dentre as características listadas pelo DSM-V para Transtorno Alimentar Restritivo / Evitativo, pode-se citar o fracasso persistente de uma criança em ingerir os nutrientes e energia necessários, a dificuldade em atingir peso esperado, e déficits nutritivos (Sociedade Americana de Psiquiatria, 2013). Crianças com dificuldades alimentares podem se engajar em comportamentos inadequados durante a refeição com funções de fuga do alimento e atenção do adulto (Piazza, 2003), o que pode ocasionar em aumento do tempo para a refeição ser concluída. Manter o tempo da refeição baixo é fundamental para algumas crianças, pois a ingestão calórica deve ser maior que o gasto energético para se alimentar (Lau, 2000). O objetivo deste trabalho é apresentar dados do efeito da redução de cuidadores que alimentam (3 cuidadores para 2 cuidadores) sobre a diminuição do tempo total que um paciente com recusa alimentar severa leva para consumir 220 gramas de almoço (redução de 58 minutos em média para 38 minutos em média, ou seja, redução de 35%). Embora a generalização da aceitação de cuidadores que alimentam seja socialmente relevante, crianças com padrões restritos de comportamento podem ter dificuldade em aceitar alimentos de pessoas diversas, aumentando a frequência de comportamentos inadequados e o tempo da refeição. Os resultados do presente trabalho são fruto de 18 meses de observação e coleta de dados de um cliente da Equipe de
Alimentação do Núcleo de Intervenção Comportamental (NIC).

Palavras Chave

TEA, recusa alimentar, intervenção alimentar, comportamentos problema.

Minicurrículo do proponente

Luana Zeolla Inhauser - Formação em Psicologia pela PUC-PR. Especialização em Terapia Comportamental pela USP. Mestre em Psicologia Experimental pela USP e Formação em ABA pela FIT (Florida Institute of Tecnology), USA. Atua há 15 anos com Intervenção precoce e crianças com desenvolvimento atípico e há 5 anos tem se dedicado ao estudo e trabalho com seletividade e recusa alimentar e intervenção alimentar, baseada em Análise do Comportamento Aplicada.

População envolvida

Crianças com atraso de desenvolvimento e diagnóstico de TEA.

Perfil do público alvo

Estudantes e profissionais com interesse e/ou experiencia na atuação com crianças com desenvolvimento atípico.

Área

Transtorno do Espectro do Autismo

Autores

LETICIA CINTRA ALENCAR, FLAVIA CASSARO, LIGIA VELOSO, MAYARA MACHADO, LARRISA XAVIER, LUANA ZEOLLA INHAUSER, ALLYNE MARCON-DAWSON, HELENA SEIBERT