XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

A FORMULAÇAO DE CASO NA ANALISE DO COMPORTAMENTO

Resumo geral

A Formulação de Caso é definida como uma caracterização do funcionamento do indivíduo (e/ou de problemas clínicos), reunindo as informações necessárias para a compreensão da etiologia e manutenção do problema clínico, bem como para o planejamento e execução de intervenções efetivas de tratamento. As Formulações de Caso são realizadas para produzir melhores tratamentos e intervenções psicológicas. Este simpósio visa apresentar e discutir diferentes modelos de FC em terapia analítico-comportamental.

Resumo participante 1

Formulação de Caso: Questões Conceituais e de Pesquisa Clínica

Modelos respeitados em psicoterapia destacam a relevância da Formulação de Caso para conduzir intervenções individualizadas. Alguns modelos propõem também uma metodologia para FC. A literatura clínica mostra, entretanto, que às vezes um modelo aparece como “enriquecendo outro” e portanto o modelo original terá sido alterado e há a suposição que suas prescrições sejam aplicadas, concomitante ou sucessivamente, ao mesmo caso. Ainda, a prática clínica pode ser exercida sem a adesão a um modelo específico dentro das alternativas fundamentadas na Análise do Comportamento. Portanto, a literatura clínica recomenda alternativas diversas de conceitualização de caso e metodologias diversas para executá-las. Nesta apresentação, chamaremos de Formulação de Caso (FC) a essas metodologias para criar uma compreensão das necessidades clínicas específicas de um cliente que seja suficiente para orientar uma intervenção bem-sucedida. Buscaremos mostrar como a FC vem sendo objeto de pesquisa, apontando questões que precisam ser respeitadas de modo a que ela possa cumprir o programa da Análise de Comportamento como uma ciência do comportamento e, ao mesmo tempo, apresentar demonstrações suficientes para que seja considerada uma Prática Baseada em Evidências.

Resumo participante 2

Behaviorismo Molar e a Formulação de Hipóteses Clínicas

Como pré-requisito para uma intervenção clínica, alguns psicólogos formulam hipóteses, que eles verificam com diferentes procedimentos, para explicar os motivos que motivam seus clientes a consultarem. Todas as hipóteses propõem, em termos gerais, uma relação entre os problemas relatados pelos clientes, que seriam equivalentes às variáveis dependentes de um estudo experimental, e os fatores dos quais esses problemas dependem, que seriam equivalentes às variáveis independentes. O sucesso da intervenção dependerá de uma formulação bem-sucedida, ou seja, que identifique adequadamente os fatores que devem ser modificados para alterar o comportamento que motivou a consulta. Todo terapeuta formula suas hipóteses a partir de uma estrutura conceitual. O behaviorismo radical, com sua visão do comportamento e as variáveis que o determinam, é uma dessas estruturas. Por sua vez, o behaviorismo molar que autores como Baum e Rachlin vêm desenvolvendo oferece, como uma extensão do behaviorismo radical, uma estrutura conceitual mais ampla, incorporando as noções de escolha, atividade e padrões de comportamento. O objetivo desta apresentação é, à luz do exame de um caso, avaliar como o behaviorismo molar, com seus princípios de distribuição temporal, indução e correlação, pode ser a estrutura conceitual a partir da qual um psicólogo clínico formula suas hipóteses de hipótese.

Resumo participante 3

Modelo de Formulação de Caso na Terapia Analítico-Comportamental a partir da Análise de Contingências de Episódios Comportamentais

A Análise de Contingências é referida por diversos autores como a estratégia primordial para compreender o comportamento humano e como parte essencial da Terapia Analítico-Comportamental. Entretanto, ainda não foi estabelecido um modelo consensual sistematizado ou cientificamente validado, dos procedimentos detalhados que compõe a Análise de Contingências, resultando na existência de diferentes práticas sob à mesma nomenclatura, além de problemas na replicabilidade. Do mesmo modo (de modo análogo), a ausência de um modelo padronizado de Formulação de Caso analítico-comportamental derivada “exclusivamente” do Behaviorismo Radical, produz falta de uniformidade nos modelos adotados por terapeutas e pesquisadores que adotam a Terapia Analítico-Comportamental (TAC), que acabam se utilizando de modelos híbridos, adaptados ou emprestados de outras abordagens. O objetivo deste trabalho é apresentar um modelo de Formulação de Caso para a Terapia Analítico-Comportamental, a partir da Análise de Contingências de Episódios Comportamentais. Este modelo é baseado nos princípios metodológicos propostos por Skinner, na compreensão das variáveis que influenciam o comportamento oriunda dos dados coletados pela Análise Experimental do Comportamento e das recomendações normativas das práticas baseadas em evidências. Para ilustração do procedimento, será realizada a formulação de um caso clínico, a partir da Análise de Contingências de Episódios Comportamentais.

Palavras Chave

Formulação de Caso, Terapia Analítico-Comportamental, Behaviorismo Molar, Behaviorismo Radical

Minicurrículo do proponente

Possui graduação em Psicologia (2005), mestrado em Medicina e Saúde (2008) e doutorado em Processos Interativos dos Órgãos e Sistemas (2013) pela Universidade Federal da Bahia . Atualmente trabalha como terapeuta analítico-comportamental do Instituto de Ciências e Tecnologia do Comportamento. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Análise do Comportamento, atuando principalmente nos seguintes temas: Terapia Analítico-Comportamental, Neuropsiquiatria e Psicologia Baseada em Evidências

População envolvida

Clínica

Perfil do público-alvo

Terapeutas Analítico-Comportamentais

Área

Intervenção Clínica no Consultório

Instituições

ICTC - Bahia - Brasil, Paradigma - São Paulo - Brasil, Universidad Nacional de Colombia - - Colômbia, Universidade de Taubaté - São Paulo - Brasil

Autores

Maria Julia Xavier Ribeiro, Arturo Clavijo, Sandro Iêgo, Roberto Alves Banaco