XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

ANALISE FUNCIONAL NA TERAPIA COMPORTAMENTAL: MODELOS TEORICOS, PROBLEMAS CONCEITUAIS E UMA PROPOSTA DE SISTEMATIZAÇAO

Resumo geral

A análise funcional é considerada a característica definidora e essencial da terapia comportamental. Entretanto, pouca atenção tem sido dada à discussão de seus aspectos teóricos e do seu uso na prática clínica. Em vista disso, esta sessão coordenada tem por objetivos: (1) apresentar alguns diferentes modelos de análise funcional na terapia comportamental; (2) relatar dados de uma pesquisa de revisão de literatura que revelam inconsistências teóricas e práticas no uso da análise funcional na terapia analítico-comportamental; (3) sugerir um passo a passo na elaboração de análises funcionais na clínica; (4) debater o desafio atual de alcançar algum grau de unificação conceitual na área.

Resumo participante 1

Apresentação 1. Os diferentes modelos de análise funcional na terapia comportamental
Jan Luiz Leonardi, Nazaré Costa e Maíra Toscano

Resumo: A análise funcional é considerada a característica definidora e essencial da terapia comportamental. Entretanto, pouca atenção tem sido dada à discussão de que existem diferentes modelos dessa ferramenta. Sturmey, em seu livro Behavioral Case Formulation and Intervention: A Functional Analytic Approach, apresenta mais de 10 diferentes tipos de análise funcional, apontando que eles compartilham alguns elementos comuns e também diferem de várias maneiras significativas. Além disso, determinadas modalidades de terapia comportamental desenvolveram seus próprios modelos de análise funcional, como é o caso da terapia comportamental dialética. Esta comunicação tem por objetivo apresentar alguns diferentes modelos de análise funcional na terapia comportamental e debater o desafio atual de alcançar algum grau de unificação conceitual na área.

Resumo participante 2

Apresentação 2. Heterogeneidade e dificuldades conceituais no uso da análise funcional na literatura brasileira de terapia comportamental.
Maíra Toscano e Jan Luiz Leonardi

Resumo: As relações entre indivíduo e ambiente, usualmente chamadas de Análise Funcional, são investigadas pela Análise do Comportamento. Ainda que tais relações configuram-se como centrais na pesquisa e na prática do analista do comportamento, existem inconsistências tanto em sua caracterização conceitual quanto em seu uso na prática clínica brasileira. Em vista disso, essa comunicação tem como principal objetivo apresentação de um relato de pesquisa que aborda tais inconsistências, problematizando-as na prática clínica. O trabalho em questão teve por objetivo investigar as características das análises funcionais na literatura brasileira de terapia comportamental. Foram identificados no procedimento de coleta de dados 13 casos de clientes típicos atendidos no ambiente de consultório nos quais análises funcionais foram desenhadas ou organizadas em forma de tabela. Tais análises funcionais foram sistematizadas e analisadas em diferentes categorias relativas aos antecedentes, respostas e consequências, quantos e quais eram os termos empregados e como eram descritos. Os resultados encontrados ilustram as principais características do uso da análise funcional e revelam tanto dificuldade na trans¬posição do conhecimento teórico para a prática, quanto dificuldades conceituais. A necessidade de investir esforços para expansão do conhecimento teórico e para formação prática de terapeutas comportamentais brasileiros é discutida.

Resumo participante 3

Apresentação 3. Uma proposta de elaboração de análise de contingências.
Nazaré Costa e Jan Luiz Leonardi

Resumo: A literatura sobre análise de contingências, como é denominada no contexto clínico, apesar de consistir no principal instrumento de avaliação e intervenção do terapeuta analítico-comportamental, apresenta inúmeros problemas que dificultam sua elaboração. Desde Skinner, é sabido que realizar uma análise de contingências (ou análise funcional, termo utilizado por ele) implica identificar eventos antecedentes e consequentes de uma dada resposta. A simplicidade da proposição oculta as dificuldades com os quais o analista do comportamento pode se deparar. Para construir uma análise de contingências, o terapeuta precisa ter clareza sobre os fundamentos teórico-filosóficos da Análise do Comportamento para responder questionamentos como: O que cabe ou pode ser incluído como eventos antecedentes? Como descrever a resposta a ser analisada? Onde é correto incluir um evento encoberto? O que cabe ou pode ser incluído como eventos consequentes? Consequências de curto prazo são suficientes? Por que a maioria da literatura clínica se restringe a apresentar análises de contingências tríplices? Responder a esses questionamentos, assim como, apresentar o passo a passo de uma proposta de elaboração de análises de contingências é o que se pretende com esse trabalho. Espera-se alertar para problemas teóricos relevantes ao se construir análises de contingências e contribuir com a formação de futuros terapeutas analítico-comportamentais.

Palavras Chave

análise funcional; análise de contingências; terapia comportamental; terapia analítico-comportamental; psicologia clínica.

Minicurrículo do proponente

Jan Luiz Leonardi possui graduação em Psicologia pela PUC-SP, especialização em Terapia Analítico-Comportamental pelo Núcleo Paradigma, formação em Terapia Comportamental Dialética (DBT) pelo Behavioral Tech, mestrado em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP e doutorado em Psicologia Clínica pela USP. Foi coordenador acadêmico por 7 anos da qualificação avançada em Terapia Analítico-Comportamental do Paradigma - Centro de Ciências e Tecnologia do Comportamento, vice-presidente da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC) na gestão 2015-2016 e idealizador do Curso de Verão em Análise do Comportamento da PUC-SP. Atua como professor, orientador e pesquisador no Paradigma e como psicólogo clínico no InPBE - Instituto de Psicologia Baseada em Evidências.

População envolvida

Humanos adultos típicos

Perfil do público-alvo

Intermediário

Área

Intervenção Clínica no Consultório

Instituições

InPBE / Paradigma / UFMA - São Paulo - Brasil

Autores

JAN LUIZ LEONARDI, NAZARÉ COSTA, MAÍRA TOSCANO