XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

ENVIESANDO O DESEMPENHO TEMPORAL DE POMBOS E HUMANOS

Resumo

A perceção temporal intervalar se refere à habilidade dos organismos em adaptarem seu comportamento à regularidade temporal de estímulos como luzes, sons ou comida. Apesar de uma série de propriedades terem sido estabelecidas para caracterizar a perceção temporal, pesquisadores encontrarão fenômenos como distorções, ou viéses, temporais. Discutirei esses temas através de quatro estudos que investigam como ganhos e taxas-base afetam pombos e humanos em uma tarefa de bisecção. Essa tarefa de discriminação temporal é testada em sua versão padrão – os sujeitos escolhem uma chave após um intervalo curto e outra após um intervalo longo – e uma versão nova – os sujeitos fazem escolhas baseadas em localização, e seu movimento é registrado durante os intervalos. Todos os sujeitos aprenderam a tarefa e produziram funções psicométricas, caracterizadas por um parâmetro de localização (viés) e um de escala (sensibilidade). Após aprender a tarefa, cada sujeito foi exposto a três condições experimentais: Viés-Longo, Sem-Viés e Viés-Curto, que indicam os efeitos esperados das manipulações. Em geral, efeitos de viés foram consistentes, mas não houve mudanças significativas na sensibilidade aos intervalos de tempo. Durante as manipulações apareceram novos padrões, especialmente nos pombos, e o movimento já não era sempre um bom preditor da proporção de “longo”. Esses resultados contribuem com a nossa compreensão dos mecanismos básicos envolvidos na perceção temporal intervalar e na aprendizagem, e desafiam modelos atuais ao considerar a competição por controle de estímulos e novas medidas de desempenho temporal.

Palavras chave

discriminação temporal, tarefa de bisecção, viés, padrão de movimento, pombos, humanos

Minicurrículo do proponente

Renata Cambraia realizou o Doutorado em Psicologia Básica na Universidade do Minho, em Portugal, onde trabalhou no Laboratório de Aprendizagem e Comportamento Animal. Fez sanduíche no laboratório de neuropsicologia comportamental da Columbia University, EUA. Tem Mestrado em Ciências do Comportamento pela Universidade de Brasília, onde também se formou Psicóloga. É Especialista em Análise Comportamental Clínica pelo IBAC. Atualmente é professora na Faculdade Anhanguera de Brasília.

Perfil do público alvo

Intermediário

População envolvida

Animal não humano, adulto

Área

Processos Comportamentais Básicos

Instituições

Universidade do Minho - - Portugal

Autores

RENATA CAMBRAIA