XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

UMA INTERPRETAÇAO COMPORTAMENTAL DA “AUTOESTIMA”

Resumo

O aumento de exposição social e a influência das redes sociais podem atuar como uma nova agência de controle sobre a determinação de regras e modelos de comportamento. A adoção desses modelos nem sempre tem como consequência reforçadores, seja pelo repertório comportamental ou estético individual. Nesse cenário, regras autodepreciativas são selecionadas, causando sofrimento aos indivíduos. A autoestima pode ser definida pela comunidade verbal como a avaliação afetiva do valor que cada um faz de si. A definição geral desse fenômeno abdica da discriminação de antecedentes e consequentes relacionados, reforçando a perpetuação de regras conceituais mentalistas. É importante conhecer as relações contingenciais comuns ao histórico pregresso de punição social que aumentam a emissão respostas emocionais de “tristeza” controladas por regras de baixa autoestima. Frente a isso, esse estudo objetiva discutir acerca da operacionalização funcional do termo genérico “autoestima”, de forma a desenvolver uma análise conceitual behaviorista radical. Realizou- se, a partir da literatura analítico comportamental disponível nas plataformas de pesquisa acadêmica, uma análise interpretativa do conteúdo “autoestima”. Esse conteúdo pesquisado geralmente surge na linguagem cotidiana de modo mentalista. Uma visão monista de indivíduo a partir do behaviorismo radical ainda é escasso na literatura. Em termos comportamentais, de acordo com a presente busca, operantes verbais relacionados a palavra “feio”, podem surgir como consequências aversivas em termos de menor aprovação social, pressupondo aversivos associados a estética pessoal e aos comportamentos controlados por tais consequências. Desse modo, em uma análise conceitual behaviorista radical, a autoestima refere-se a reforçadores de aprovação social que são reforçadores naturais condicionados que controlam os comportamentos do tipo auto regra acerca da autoimagem e generalização dos consequentes aversivos em situações de exposição social.

Palavras Chave

autoestima, behaviorismo radical, análise do comportamento.

Minicurrículo do proponente

Possui Licenciatura (2008), Formação (2009), Mestrado (2011), e Doutorado (2015) em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atualmente é professor Adjunto II do curso de Psicologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul/RS, Brasil, onde leciona disciplinas teóricas e práticas relativas as ciências comportamentais na perspectiva da Análise do Comportamento, e é orientador de estágio em Análise Aplicada do Comportamento Clínica, nas perspectivas da Terapia Analítico Comportamental (TAC) e Terapia Analítico Funcional (Green FAP) para adultos, no Serviço Escola de Psicologia da UFPel. Tem formação e experiência nas áreas de Neurociências (Psicofísica e Neuropsicologia), Psicologia Clínica (Cognitiva e Comportamental), e Psicologia Social (Experimental e Sociológica), atuando no desenvolvimento de estudos que buscam a relação entre essas perspectivas por meio do Behaviorismo Radical. Coordena o Laboratório de Ciências do Comportamento (LACICO), do curso de Psicologia da UFPel, no qual realiza projetos teórico-conceituais e aplicados clínicos que integram os níveis de seleção filogenético, ontogenético e cultural dos comportamentos. Colabora com o Laboratório de Percepção, Neurociências e Comportamento (LPNeC/UFPB) e com o Laboratório de Pesquisa em Cognição e Comportamento (LAPECC/UFPB). É membro da Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC).

População envolvida

Não se aplica.

Perfil do público alvo

Estudantes e profissionais de Psicologia e áreas afins

Área

Análises conceituais, históricas e filosóficas

Instituições

Universidade Federal de Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil

Autores

Jandilson Avelino Silva, Ana Paula Chiarelli , Danielle Soares Maurell, Evellyn Louise Leal Neitzke, Érica Pereira Martins Pagani, Lucas Gonçalves de Oliveira, Cid Pinheiro Farias