XXIX Encontro Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental 2020

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Dados do Trabalho


Título

INTERVENÇAO COMPORTAMENTAL INTENSIVA E INTEGRADA: A IMPORTANCIA DE ESTRATEGIAS BASEADAS EM EVIDENCIA DURANTE E APOS A PANDEMIA COVID-19

Resumo geral

No contexto da crise instalada pela pandemia de COVID-19, pessoas com autismo de todas as idades e níveis de suporte estão lidando com a interrupção nos serviços essenciais e da provisão de tratamento especializado. Isto tem um impacto negativo considerável no desenvolvimento, na saúde, na qualidade de vida, na escolarização e na inclusão social desses indivíduos. Nesta apresentação, serão discutidas primeiramente, a noção de saúde comportamental integrada e a possibilidade da implementação de diretrizes que guiem um sistema de provisão de serviços integrados à clientes e suas famílias no âmbito da saúde primária e terapias específicas, em seguida, serão consideradas suas implicações para o desenvolvimento de treinamento parental que faça frente aos diferentes níveis de suporte requeridos por indivíduos com autismo, além de discutidas as possibilidades para a suplementação de suportes no âmbito da educação especial, e finalmente, as alternativas para o desenvolvimento de propostas sustentáveis de suporte para a vida independente e semi-independente de adultos com autismo. Experiências de sucesso serão apresentadas para ilustrar possibilidades e fomentar novas iniciativas por analistas do comportamento no Brasil.
Palavras-chave: Saúde comportamental integrada, terapia ABA, autismo, pandemia COVID-19

Resumo participante 1

Diretrizes para Saúde Comportamental Integrada e Intervenção Comportamental Intensiva para o Tratamento do Autismo
Pessoas com deficiência intelectual ou de desenvolvimento (DID), incluindo o Transtorno do Espectro do Autista (TEA), fazem parte de uma população que enfrenta maiores disparidades no acesso a serviços de saúde primária e suportes para melhoria da qualidade de vida em geral. A presença de comportamentos desafiadores pode influenciar a percepção de profissionais de saúde sobre a dificuldade em oferecer níveis de suportes mais efetivos, o que pode afetar a qualidade do cuidado e da segurança do cliente (Gardner e Folley, 2016). Na prática, o TEA é uma condição complexa associada a muitas comorbidades médicas e psiquiátricas, e os indivíduos com TEA estarão sob os cuidados de uma equipe multidisciplinar tais como, médicos da saúde básica, analistas de comportamento, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, educadores, entre outros, que não oferecem serviços integrados de tratamento e suporte para além dos ambiente nos quais os indivíduos são atendidos. Portanto, faz-se necessário o estabelecimento de diretrizes para a coordenação da equipe de tratamento e que as lacunas sejam preenchidas a partir das necessidades dos clientes e de sua família, incluindo os diversos ambientes sociais dos quais participam, no processo de delineamento do tratamento analítico-comportamental. Nesta apresentação serão discutidas alternativas baseadas em evidência para a oferta de serviços integrados de saúde comportamental com ênfase nas necessidades individuais do cliente.
Palavras-chave: Saúde comportamental integrada, multidisciplinariedade, saúde primária, autismo

Resumo participante 2

Treinamento em práticas parentais positivas e implicações para o acesso ao tratamento efetivo durante situações de crise.

O treinamento parental está entre as práticas recomendadas pelas diretrizes do BACB (Behavior Analyst Certification Board), que reflete a evidenciação científica quanto às práticas ideais da Análise Aplicada do Comportamento ara o tratamento do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). O Treinamento Parental se refere ao envolvimento de pais e cuidadores nas terapias por meio da implementação de práticas positivas e é importante para promover ganhos substanciais no tratamento com implicações para a generalização e manutenção de habilidades pró-sociais, bem como para a redução de problemas comportamentais que interferem com a aprendizagem e o desenvolvimento infantil. O Analista do Comportamento é responsável por identificar áreas para que os pais sejam treinados a implementar metas terapêuticas com seus filhos, dando suporte e melhorando a adesão ao tratamento como um todo. Isso significa compartilhar detalhes dos objetivos e protocolos traçados com os pais envolvidos com vistas na aplicação de várias técnicas terapêuticas. O treino parental deve ser individualizado para as necessidades dos cuidadores, suas prioridades e circunstâncias, deste modo, deve-se levar em consideração a realidade familiar e a possibilidade de implementação dos objetivos escolhidos. Destaca-se que o treino parental mas não serve como substituto à implementação direta dos profissionais capacitados e supervisionados apropriadamente. Com o cenário pandêmico atual, o treino parental é uma modalidade de intervenção de extrema importância para a continuidade do acesso ao tratamento dos indivíduos com TEA. Os serviços de treinamento parental por Telessaúde já foram investigados quanto à sua eficácia no treino parental. Nesta sessão iremos discutir como é possível incrementar o envolvimento dos pais no uso de procedimentos terapêuticos estendendo sua aplicação para todos os momentos do cotidiano da criança e ambientes relevantes com efeitos positivos para a melhora da adesão parental e da transferência de tecnologia comportamental.

Key words: treino parental, parentalidade positiva, Telessaúse, autismo

Resumo participante 3

Alternativas Baseadas em Evidência Frente a Interrupção da Escolarização Infantil e aos Riscos para a Exclusão Social de Estudantes com Autismo.
Com o súbito fechamento das escolas brasileiras devido à pandemia de COVID-19 uma população inteira de estudantes teve sua escolarização interrompida. Para estudantes com TEA estima-se que o impacto é ainda mais negativo, pois tradicionalmente estes alunos recebem suporte de educação especial abaixo da qualidade mínima desejável e já bem caracterizada pela literatura científica (Heward,2013). Neste momento, não é possível antecipar a extensão do impacto negativo sobre a inclusão social de estudantes com autismo, o que irá requerer um esforço por parte de pesquisadores no futuro. No entanto, uma vez que a oferta de educação especial baseada em evidência é demasiadamente restrita no país, famílias e profissionais já começam a se desdobrar para conter os efeitos mais severos. Uma preocupação trazida pelas famílias em situação de isolamento social é a inadequação dos arranjos sugeridos pelas escolas privadas para provisão de ensino à distância e o abandono dos estudantes das públicas pelos serviços de educação especial, que se eximiram da tarefa de prover uma alternativa durante a crise. Em ambos os casos, os relatos são de completa exclusão dos estudantes com autismo dos serviços emergenciais de escolarização. Analistas do comportamento atuando no contexto da educação tem sido chamados para assumir a responsabilidade de reorganizar planos de suporte individualizados, a fim de oferecer alternativas pautadas em evidência científica que minimizem o impacto da interrupção de serviços no âmbito da educação. Analistas do comportamento comprometem-se em desenvolver soluções práticas para momentos de crise, no entanto, a escassez de profissionais e as dificuldades impostas à viabilização de sistemas de saúde comportamental integrada impactam o acesso ao tratamento eficaz. Nesta sessão, iremos apresentar nossa experiência com algumas alternativas para a oferta de suporte analítico-comportamental continuado no redimensionamento de Planos de Ensino Individualizado (PEI) com o propósito de fomentar mais iniciativas desta natureza no país.
Palavras chave: escola, autismo, PEI, Análise do Comportamento

Resumo participante 4

Desenvolvimento de Planos de Suporte para Adultos com autismo e implicações para a Vida Independente e Semi-independente
Nas últimas décadas, a Análise do Comportamento Aplicada desenvolveu ferramentas eficazes para o enfrentamento dos desafios apresentados pelo diagnóstico de autismo. Os sucessos mais conhecidos estão nas áreas de intervenção precoce e educação. No entanto, as vantagens de usar a ciência do comportamento para incrementar repertórios funcionais não têm prazo de validade, e analistas do comportamento são responsáveis por aplicar este conhecimento para ajudar indivíduos ao longo de sua trajetória de vida. Pessoas autistas adultas precisam, em maior ou menor grau, de apoio em várias áreas da vida cotidiana para poder efetivamente estar incluídas em suas comunidades. Para isso, a Análise do Comportamento Aplicada está hoje perfeitamente posicionada para oferecer esse suporte por meio de estratégias baseadas em evidência. Nesta apresentação, vamos enfatizar o que ABA tem a oferecer nas áreas de saúde comportamental, autocuidados, autogerenciamento, moradia independente ou semi-independente, relacionamentos e sexualidade, trabalho remunerado, e auto-advocacia, compartilhando exemplos planos de suporte com adultos com TEA em residências assistidas ou morando sozinhos.
Palavras-Chave: Autismo, vida adulta, autogerenciamento, inclusão social

Resumo participante 5

Minicurrículo do proponente

Mylena Pinto Lima Psicóloga (CRP 16/5908), BCBA-D, QBA. Mylena Pinto Lima é doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Casulo Comportamento e Saúde - Coordenadora
Daniela Dolores Pierre Landim Psicóloga (CRP 06/112823), M.A., BCBA, QBA Mestre em ABA pela Columbia University. Steps - Terapia e Pesquisa Comportamental.
Valeria Parejo, MS, BCBA, QBA. Analista do comportamento, Mestre em ABA pelo Florida Institute of Technology. Changing Behavior, LLC
Liliane de Aguiar Rocha. DBH, BCBA-D, QBA. Liliane Aguiar é doutora em Behavioral Health pelo Cummings Graduate Institute, AZ. The BehaviorWeb
Juliana Gama Dadalto, M.A., BCBA, QBA. Juliana Gama é Mestre em ABA pela Nova Southeastern University - FL NSU - JohnJohn Desenvolvimento Infantil
Marla Nascimento, M.A., BCBA, QBA. Marla Nascimento é Mestre em ABA pelo Florida Institute of Technology. Nascimento New Directions

População envolvida

Crianças e adultos com Transtorno do Espectro do Autismo
Pais/cuidadores de indivíduos com autismo

Perfil do público-alvo

Supervisores e terapeutas atuando no âmbito do tratamento de crianças e adultos com autismo
Pesquisasores em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo
Professores e educadores

Área

Transtorno do Espectro do Autismo

Instituições

Casulo Comportamento e Saúde - Espírito Santo - Brasil, Changing Behavior - - Estados Unidos, John-John Desenvolvimento Infantil - Espírito Santo - Brasil, Nascimento New Directions - - Estados Unidos, Steps - São Paulo - Brasil, The Behavior Web - - Estados Unidos

Autores

LILIANE DE AGUIAR ROCHA, DANIELA DOLORES PIERRE LANDIM , JULIANA GAMA DADALTO, MYLENA PINTO LIMA, MARLA NASCIMENTO, VALÉRIA PAREJO